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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Complexo de Odivelas

Ao fim de dois dias, o ínclito sacerdote desce do eremitério e olha em redor. Recorda-se do profeta Gabriel (Alves) e conclui: «O futebol é isto»:



Parece que vai o Nico, e que vêm o Macheda e o Fábio. O Nico é bem ido e o Fábio é bem vindo: tanto joga a defesa direito como a esquerdo (pelo que se ganha mais um suplente sem se pagar por isso), é jogador de futebol (o que lhe dá uma vantagem automática sobre o Emerson, mesmo vindo por empréstimo) e, sobretudo, é mau como as cobras. Só não morde quando não pode. Faz-me lembrar aquelas serpentes pequeninas mas lixadas, do género do que se ouve no National Geographic: «A aparência da Cobra Minorca engana. Parece inofensiva mas apenas uma dose do seu veneno é capaz de cilindrar um cavalo de pequeno porte em menos de 20 segundos.» O Benfica precisa de mais dois ou três cabrõezinhos, e isto apenas se o Javi se for embora. Para cavalinhos de cortesa já há lá muitos. Quanto ao Macheda, desconfio, como desconfio sempre de jogadores que saem a título definitivo de um grande europeu com 20 anos. É porque esses clubes já perceberam que não há ali grande espiga. Mas, por outro lado, é italiano, em princípio tem boa ética profissional (o Balottelli não conta, porque não é italiano a sério…), e é agressivo. Teoricamente.



«O Jesus é um treinador à Benfica», diz o Capristano. Por acaso até é, esteja ou não em fim de prazo de validade. Mas há uma coisa que os mais novos, sobretudo, devem saber: o Capristano não é um dirigente à Benfica.



O Sporting ficou a dois minutos de ser eliminado pelo Manchester City depois de estar a ganhar por 3-0 na eliminatória, ficou a um penálti de ir a prolongamento contra uma equipa que corre menos do que o Athletic de Bilbao e só joga metade e viu o seu guarda-redes ser o melhor jogador em campo nessas quatro partidas. Entretanto, estacionou o autocarro em frente à baliza e jogou em contra-ataque puro, em casa, com o Benfica (o tal banho táctico de que ouvi falar tanto nesta semana, muito parecido ao banho táctico que o Moreirense deu ao Sporting no mesmo estádio há umas semanas e que na altura foi caracterizado como anti-jogo…). Ganhou. O Sá Pinto é um grande treinador. O Sporting, que provavelmente vai acabar o campeonato em quarto lugar, vai ser campeão para o ano.

Se fosse no Benfica eu falava em vício da negação. No Sporting prefiro usar o termo complexo de Odivelas, que não tem nada a ver com isto mas que li no Record hoje e me pareceu, em termos de caracterização de uma psicose qualquer, um excelente nome para aplicar ao Sporting. Proponho que, a partir de hoje, se use a expressão complexo de Odivelas quando se falar da capacidade de negação sportinguista. E se alguém perguntar porquê, que se responda apenas: «Porque soa bem». Um bocado somo síndroma de Estocolmo ou doença holandesa, se falarmos em economia. Digam lá se não soa bem: «O Sporting tem um complexo de Odivelas».



O Saviola quer ficar, diz o Record. «Onde?», pergunto eu. «Ele está a ligar de onde?»



O Sporting decretou um blackout. Nãããããããooo!!!!!!!!!!!!!



Antes, no entanto, o Coninhas ainda esclareceu que vão baixar os custos ao fundir duas empresas do grupo. É recorrente. Quando o Sporting não tem dinheiro muda o nome às empresas. Das duas uma: ou o problema do Sporting não é não ter dinheiro mas tê-lo sempre no sítio errado; ou os seus dirigentes já perceberam que a única maneira de continuar a enganar os adeptos é inventar alterações estruturais entre empresas fictícias e fazer de conta que o dinheiro existe, mas estava no sítio errado.



Já repararam como o Duque, que andou seis meses sem dar sinal de vida, agora aparece nas capas dos jornais (chamo a atenção ara o facto de eu, actualmente, só ler as capas)? Quem é que tinha razão sobre as duas facções em choque lá dentro, quem era? Bom, provavelmente eu e mais 5 milhões de pessoas…

O homem anda a juntar espingardas enquanto pode. É que na 5.ª feira a coisa pode correr muito mal…